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29 de ago. de 2010

O cravo e os Horta



O cravo, assim como os Horta, é originário das ilhas Malucas. No século XVI, quando chegaram às Ilhas Malucas, os portugueses imediatamente dominaram as plantações, destruindo aquelas que não podiam vigiar de perto. No começo do século XIX, a planta já era cultivada em grandes plantações em muitas regiões tropicais. No Brasil, o cravo é cultivado em regiões quentes.
O cravo-da-índia é condimento, remédio e elemento básico para elaboração de perfumes especiais e incensos aromáticos.

Uso doméstico

O cravo é um condimento versátil que pode ser usado tanto em pratos doces como em pratos salgados. É normalmente empregado no preparo de caldos, ensopados, doces, pudins, bolos, tortas de maçã, pães, vinhos e ponches quentes e licores.
O eugenol, presente no óleo essencial, tem ação bactericida, o que o torna útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas.
Em alguns países, costuma-se introduzi-lo juntamente com dentes de alho dentro de pernis e presuntos. Na Europa, é muito usado para condimentar carnes e salames. Já no Brasil, o cravo é usado mesmo para pratos doces, hábito adquirido da nossa colonização portuguesa.
Usado também para aromatizar vinho quente e ponche, como era do costume da antiga nobreza que, também, selecionava os pratos que seriam aromatizados com a especiaria. No mercado, encontra-se inteiro ou em pó.


Uso medicinal

O eugenol, óleo essencial presente nesta especiaria apresenta efeitos antiinflamatório, cicatrizante, analgésico e é eficaz na eliminação de bactérias presentes na boca.
Por suas propriedades antissépticas e anestésicas, é usado como aromatizante bucal e remédio para dor de dente, já que ele causa uma certa dormência na boca.
Não se deve exagerar no consumo do cravo. Ele pode irritar a mucosa da boca. Além disso, quem tem o estômago mais sensível também deve usá-lo com moderação.
É também eficaz no combate à acne. O óleo pode ser usado para massagear músculos doloridos, para suavizar estrias e é eficaz no tratamento de unhas quebradiças, rachadas ou fracas e de calosidades. Usado na elaboração de pomadas para remoção de verrugas. Ainda na forma de pomadas e cremes, alivia a coceira e o inchaço das picadas de inseto.
É também utilizado em xampus e loções capilares que limpam e auxiliam o crescimento dos fios.
Digestivo, anti-diarréico, anti-emético (para vômitos e náuseas) e carminativo (flatulências excessivas). Ação anti-cárie, analgésico/anestésico e antisséptico odontológico.

Arco dos Telles (de Menezes)

Por volta de 1535, D. Jorge de MENEZES chegou ao Brasil a bordo da nau GLORIA, em companhia do donatário Vasco Coutinho, fixando-se na capitania do Espírito Santo.
Não demorou muito e meteu-se em novas confusões, sendo novamente preso e condenado à morte.
Quando desempenhava o cargo de alcaide-mor, na Bahia, Francisco Teles de MENEZES foi assassinado na Rua-atrás-da-sé por oito mascarados.




Depois que a capital da colônia foi transferida para o Rio de Janeiro, os seguintes MENEZES governaram a Bahia: Manuel da Cunha MENEZES; Manoel Inácio da Cunha MENEZES, senador do Império e presidente da província da Bahia.
Antonio de Brito Freire de MENEZES governou São Paulo;
Nas Minas Gerais, encontramos D. Rodrigo César de MENEZES e quando da conjuração mineira, era governador D. Luis da Cunha e MENEZES.
No período de 1697 a 1703, o Rio de Janeiro foi governado por Artur de Sá e MENEZES.
Ainda no Rio de Janeiro, sucederam-se por hereditariedade no juizado de Órfãos, D. Diogo Lobo Teles de MENEZES, sendo substituído após sua morte por seu filho Francisco Teles Barreto de MENEZES, que foi substituído por Luis Teles Barreto de MENEZES, que deu sucessão a seu filho, Francisco Teles Barreto de MENEZES e após breve hiato, outro membro da família, Antonio Teles Barreto de MENEZES, assumiu o cargo.
Nos jornais da época foi noticiado que na madrugada de 20 de junho de 1790, um incêndio destruiu a casa do juiz Francisco Teles Barreto de MENEZES. Esta residência localizava-se na atual praça XV de novembro, defronte da também atual igreja de N.S. do Carmo. O local da antiga casa e conhecido hoje em dia como Arco do Teles.




Nas crônicas de 1810, encontramos a história do alferes da linha de Moçambique, Augusto César de MENEZES. Conhecido como um terrível arruaceiro, era o terror da cidade, brigando sem qualquer motivo e dando muito trabalho a polícia.Tantas fez que o príncipe D. Pedro ordenou por decreto de 02 de abril de 1810, sua demissão do exército e seu degredo para o presídio de Angoche, na África, de onde não poderia mais voltar, sob pena de condenação à morte.
Apesar das encrencas, os MENEZES são conhecidos por seu amor à arte. Encontramos nos inúmeros galhos da frondosa árvore da família, vários nomes ligados à literatura, poesia e música.
Entre os condes de Ericeira destacou-se D. Luis de MENEZES, autor da obra 'Historia de Portugal Restaurado.' Sua esposa D. Joana Josefa de MENEZES, foi uma renomada escritora e poliglota.
No Brasil, Agrário de MENEZES e Emílio de MENEZES, Glória de MENEZES Vasconcellos Horta são grandes nomes da nossa poesia.










27 de jul. de 2010

Vasconcellos. Origem

O nome de Vasconcellos surge pela primeira vez nas inquirições de 1258 para designar uma "honra " (feudo) - hoje um lugar da freguesia de Ferreiros, concelho de Amares, distrito de Braga - então pertencente a João Peres de Vasconcelos, de alcunha "O Tenreiro", fidalgo que participou na conquista de Sevilha e é o mais antigo personagem assim designado.

O lugar tem uma torre e paço medieval que dizem ser do século XIII e, embora esteja desde há muito arruinado é ainda assim talvez o mais importante solar fortificado de meados da primeira dinastia que
existe em Portugal .
 
Quanto às restantes o apelido de Vasconcelos veio-lhes por linhas com uma ou mais quebras de varonia, bastardia ou simplesmente de "fantasia" (genealogias inventadas), ou descendem de antepassados que passaram a usá-lo por obrigação de algum vínculo, por devoção com algum patrono importante, pelo baptismo cristão de antigos judeus ou nativos das colónias de África, Ásia e Brasil, ou simplesmente porque era o apelido do padrinho de batismo.

A linha secundogênita dos Menezes deu origem a nobilíssima linhagem



Nome de raízes toponímicas, tirado da terra desta designação, perto de Cuenca, veio ilustrar uma das mais nobres linhagens da Península, da qual se poderia dizer com verdade, que vinha de reis e os reis dela vinham. Será de referir, a este propósito, que linha primogênita dos Meneses veio a ser representada pela família real de Castela, por causa do casamento da filha herdeira de Dom Afonso Teles de Menezes com o Infante D. Afonso de Molina , irmão de D. Fernando , Rei de Castela, cuja neta e herdeira foi a célebre Rainha de Castela D. Maria de Molina, bisavó de Pedro, o Cruel, Rei de Castela.
A linha secundogênita dos Menezes possui o senhorio da Vila de Albuquerque e D. João Afonso Teles de Meneses, que ali mandou construir um castelo , trocou o seu nome pelo de Albuquerque, assim dando origem a nova e nobilíssima linhagem. D. Martim Afonso Telo, que era sobrinho paterno daquele D. João Afonso. teve descendência em Portugal, dentre a qual se destaca o primeiro Conde de Neiva e aquela que, desposando-se com o Rei D. Fernando I, viria a ser a Rainha D. Leonor Teles.
De notar que nesta família muito cedo patronímico Teles viria a preservar-se, passando a fazer parte integrante do nome, como se fosse novo apelido.
Fonte: http://moreiramenezes.vilabol.

desonrada por um cortesão e abandonada pelo sedutor, refugiou-se na aldeia de Menezes e teve gêmeos


Conta uma lenda muito antiga e romântica, difundida no século XVII, que Ximene, filha do rei Ordonho II de Leão (falecido em 924), desonrada por um cortesão e abandonada pelo sedutor, refugiou-se na aldeia de Menezes onde viveu incógnita como serva de um rico agricultor, Telo Perez, de quem teve dois gêmeos, Afonso Telez e Soeiro Telez.
Alguns anos mais tarde, um caçador perdido pediu abrigo ao agricultor. Ximene reconheceu que o caçador era seu pai e para o almoço, preparou uma omelete que era o prato preferido dele, mandando os próprios filhos servirem o prato. As crianças vestiam roupas feitas com partes do tecido da roupa que ela trazia quando fugiu. A jovem colocou na omelete o anel com rubi que o pai outrora lhe presenteara.
O hóspede ficou surpreendido ao morder o anel e reconhecer o tecido da roupa das crianças e pediu explicações à jovem. Perdoou a filha, enobreceu o agricultor com o título de 1º Senhor de Menezes e mandou organizar uma grande festa para demonstrar a sua alegria.

Os Menezes. Degredo em terras brasileiras


A família MENEZES marcou presença no Brasil desde o inicio da colonização.
O primeiro de quem se tem notícia documentada, foi D. Jorge de MENEZES, fidalgo de elevada nobreza, que iniciou carreira militar na Índia em 1520. Participou com bravura de vários combates, tendo a mão direita decepada em uma batalha. Em reconhecimento, foi nomeado por D. João III, governador das ilhas Malucas. Durante a viagem da Índia para as ilhas, D. Jorge de MENEZES, descobriu a Nova Guiné.
Não foi um bom governador, tendo cometido várias arbitrariedades. Uma certa noite convidou os chefes nativos locais para uma reunião e quando estavam todos presentes, comandou um ataque, chacinando os chefes.
Quando o Rei D. João III tomou conhecimento do ocorrido, mandou aprisionar o fidalgo e condenou-o a pena de degredo em terras brasileiras.

Horta. Nossa origem




Horta é o nome de uma cidade da Ilha do Faial, localizada no arquipélago dos Açores, que pertence a Portugal. É provável que o sobrenome Horta tenha surgido lá. Existem outras versões, que dão conta de uma possível origem espanhola. Existe na Catalunha uma cidade chamada Horta de Sant Joan.
(O ponto desta questão centra-se na disputa entre Portugal e Espanha pela posse das ilhas Malucas. No ano de 1494, é assinado o Tratado de Tordesilhas entre as coroas portuguesa e espanhola. A questão das Malucas baseia-se na discórdia em torno da fixação do meridiano no Oriente. Estarão as Molucas sobre domínio castelhano ou português? Desta resposta depende a origem dos Horta)

No Brasil, os Horta se estabeleceram inicialmente em São Paulo, e descendem do português Nuno Alves d'Horta, que deixou numerosa descendência de seu casamento com sua prima Ana de Carvalho. A partir de São Paulo, uma de suas ramificações, a dos Rodrigues Horta, migrou para Minas Gerais.