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3 de out. de 2010

Adeus, Sarita



Mônica, Roseana, Rosana e eu cantávamos esta música. Tia Célia nos ensinou? Tudo bem, as crianças tinham que ouvir os discursos nas festas, mas os adultos tinham que nos aguentar. A interpretação tinha uma coreografia, e éramos tão crianças que "vou levar minha boiada" interpretávamos como se estivéssemos levando um saco nas costas. E "eu vou comprar mais uma linda fazenda pra contigo me casar" mostrávamos o pano de nossas roupas. Acho que não sabíamos direito o que era boiada nem fazenda (de gado). Rs

5 de set. de 2010

Luzes da Ribalta


Por Tania Horta

"Quando eu pedi ao papai, por favor, de não beber tanto porque lhe fazia mal a saúde, ele argumentou:

-Mas, minha filha, eu só bebo fins de semana!

-Eu sei, papai, mas já reparou que os seus fins de semana começam na quinta e acabam na terça?
Sem outro argumento convincente calou-se, riso irônico entre os lábios.

A Firma do papai era no Centro da cidade, 12º andar da Rua Álvaro Alvim 31, portanto bem próximo ao Restaurante “Amarelinho” da Cinelândia.

Sexta-feira era dia de congraçamento do escritório. Papai pagava almoço para toda a equipe no Amarelinho, assim como de quantos amigos ali aparecessem, até mesmo os que eu e Sandra quiséssemos convidar.

O almoço começava em torno de 3 hs da tarde, mas os chopes, muito antes. A hora de ir para a casa dependia do seu estado de saúde, mas digamos que normalmente era por volta de 11 da noite, ou meia-noite, quase sempre acompanhado, para não dizer, carregado, por um “grande” amigo, como o Orlando, por exemplo.

Depois de alguns tantos chopes tomados antes, durante e depois da “Dobradinha”, que ele adorava, papai subia ao segundo andar do restaurante e sentava-se ao piano de cauda ali existente, sentindo-se acavalheiro da situação. É que ninguém tocava ali, normalmente. Eu pelo menos nunca soube ou vi. Ele iniciava seu “recital” discorrendo os dedos sobre os acordes perfeitos dó-mi-sol-dó do grave ao agudo, e com pedal de aumento, o que despertava entusiasmo numa clientela que se sabia, devido ao local, não ser das mais exigentes.

O parco repertório de papai consistia em alguns acordes arranhados do “Blue Moon”, em trechos de um noturno de Chopin, que o havia feito explodir em lágrimas numa cena de Gregory Peck no filme "Tarde Demais para Esquecer" e na única música que conseguia chegar até o fim: “Luzes da Ribalta”. Tudo de ouvido, claro.

Contou-me papai que num desses inícios de noite, assim que começou sua apoteótica introdução discorrendo os dedos sobre o dó-mi-sol-dó fazendo aquele estardalhaço todo, uma jovem se aproximou, emocionada, olhos marejados de lágrima, e falou:

- O senhor toca tão bem... Posso pedir uma música?

- Claro, minha filha. Peça o q-u-e v-o-c-ê q-u-i-s-e-r! (só de porre poderia cometer tal ousadia)

- Será que o senhor podia tocar... LUZES DA RIBALTA?

!?!

Com certeza aquele foi o seu dia de Glória.

Um deles, é claro, para quem conheceu o Armando". (Tania Horta)


1 de jun. de 2010

Eclipses totais. Tia Célia cantava e tocava

Em noites claras de lua,
Eu vejo do meu sobrado,
Do outro lado em minha rua
Rosinha e seu namorado.

Digui Digui Dim
Digui Dim
Digui Digui Dom
Digui Dom

Quando a nuvem passa
Volta a claridade
Não suspiram mais

Quando uma núvem passa...
... E pelos suspiros que eles dão
A festa vai animada. 


Digui Digui Dim
Digui Dim
Digui Digui Dom
Digui Dom

É por isso que
vivem esperando
Eclipses totais

Tio Geraldo cantava com seu vozeirão

Dois corações
Neste dia feliz
Revivem momentos
Sublimes de amor
Nós dois a dançar
E o mundo em flôr
Estrelas no céu
E no teu lindo olhar

Quero brindar neste dia feliz
Aquela noite de sonho e esplendor
No encantamento do céu a luzir
A noite do nosso amor

Na noite do enlace
Que nos reuniu
A festa findou
Quando o dia surgiu
Porem para nós
Ela continuou

Quero brindar neste dia feliz
Aquela noite de sonho e esplendor
No encantamento do céu a lusir
A noite do nosso amor

Porque o nosso amor
Nem o tempo alterou

Bat Masterson

No velho Oeste ele nasceu,
E entre bravos se criou,
Seu nome lenda se tornou,
Bat Masterson, Bat Masterson.

Sempre elegante e cordial,
Sempre o amigo mais leal,
Foi da justiça um defensor,
Bat Masterson, Bat Masterson.

Em toda canção contava,
Sua coragem e destemor,
Em toda canção falava,
Numa bengala e num grande amor.

É o mais famoso dos heróis,
Que o velho oeste conheceu,
Fez do seu nome uma canção,
Bat Masterson, Bat Masterson.

Seu nome lenda se tornou,
Bat Masterson, Bat Masterson.
Seu nome lenda se tornou,
Bat Masterson, Bat Masterson.

http://www.youtube.com/watch?v=b2coyN10M2Y






Não me lembro da série nem do filme. Lembro apenas que eu e a Rosana tínhamos um chapé e uma bengala e fazíamos mímica, em todas as oportunidade que tínhamos em família, para nos apresentar!

Saudade de Jk

Hoje acordei com saudades daquele menino
Que ao nascer Diamantina chamou Juscelino
Homem de pulso tão firme e de fala tão mansa
Um presidente candango de um povo esperança

Batia o sol do planalto em nossa janela
A paz morava com a gente e eu dormia com ela
Uma cidade nascendo dos braços do povo
Punha a certeza do velho na cara do novo.

Por ele o povo cantava nas ruas do Rio
Com ele a gente topava qualquer desafio
Um peixe vivo não vive sem ter água fria
É tão difícil viver sem sua companhia

Que saudades deixou JK.
Peixe vivo no rio e no mar
Filho bom quando deixa seu lar
Faz a mãe para sempre chorar.

Hino de Minas Gerais (Ó Minas Gerais!)

Tuas terras que são altaneiras.
O teu céu é do mais puro anil.
És bonita, oh terra mineira,
Esperança do nosso Brasil !

Tua lua é a mais prateado
Que ilumina o nosso torrão !
És formosa, oh terra encantada !
És orgulho da nossa nação !

Oh! Minas Gerais!
Oh! Minas Gerais!
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais!

Teus regatos te enfeitam de ouro.
Os teus rios carreiam diamantes
Que faíscam estrelas de aurora
Entre matas e penhas gigantes.

Tuas montanhas são preitos de ferro
Que se erguem da pátria alcantil !
Nos teus ares suspiram serestas.
És altar deste imenso Brasil !

Oh! Minas Gerais!
Oh! Minas Gerais!
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais!

Lindos campos batidos de sol
Ondulando num verde sem fim
E as montanhas que, à luz do arrebol,
Têm perfume de rosa e jasmim.

Vida calma nas vilas pequenas,
Rodeadas de campos em flor,
Doce terra de lindas morenas,
Paraíso de sonho e de amor.

Oh! Minas Gerais!
Oh! Minas Gerais!
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais!

Lavradores de pele tostada,
Boiadeiros vestidos de couro,
Operários da indústria pesada,
Garimpeiros de pedra e de ouro.

Mil poetas de doce memória
E valentes heróis imortais,
Todos eles figuram na história
Do Brasil e de Minas Gerais.

Oh! Minas Gerais!
Oh! Minas Gerais!
Quem te conhece
Não esquece jamais
Oh! Minas Gerais!